Natal com gosto de saudade

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Na minha infância, em todas as férias, eu saia do Rio de Janeiro,
pegava um avião rumo a Natal, Rio Grande do Norte, depois um carro
para chegar numa cidade chamada Pau dos Ferros, quase 5 horas depois.
Essas 5 horas eram quase intermináveis. Eu dorimia, acordava, dormia
acordava e não chegava na casa da minha querida avó. E eu doida me
lambuzar com a galinha caipira que ela fazia para receber o "povo do
Rio".

Minha vó, tinha um sotaque carregado, voz forte, marcante, envolvente,
protetora. Uma gargalhada inesquecivel. Basta fechar os olhos pra
escuta-la.

Minha vó era uma mulher grande, de quadril largo, teve vários filhos,
mas preferiu ser mãe de todo mundo. Criou muitos filhos do mundo. Ela
tinha essa vocação. Tinha um sorriso lindo, largo. Arrastava seus
chinelos rasteiros sempre alegando conforto, não tinha nenhuma
vaidade. Quando ela era criança, de família muito pobre, resolveu que
não sofreria pelo o que não tinha, resolveu amar o que tinha e não
choramingar pelos cantos. Ela não se maquiava, mas tinha sempre a
bochecha rosada...

Mulher de fibra, mulher de classe, mulher de poder. Poder de união,
poder fraternal, poder de festejar. Festa com gosto de galinha.

Apesar de ser o décimo natal que eu passo sem a minha vó pois Papai do
Céu precisou dela lá em cima, os sentimentos bons que ela me
proporciona me faz ter a certeza que o amor e o respeitotem que estar
acima de tudo.

Então é com a pureza desses sentimentos da minha querida vó que esse Natal
será celebrado e desejado. Sem jamais esquecer seus ensinamentos.

Feliz Natal queridos....

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