O doce sabor da ilusão

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tiririca do brejo
Tiririca do Brejo é uma planta milagrosa, principalmente para quem tem problemas nos rins. Ela vai me ajudar e muito. 


Eu preferia minha vida quando eu era criança. O mundo de uma criança é encantado. É sagrado. É inocente. É soberano. Aquela frase do que não há nada mais sério do que uma criança brincando para mim é uma lição que deveria ser repetida igual a frases que leio todo dia como nada como um dia após o outro ou expressões como telhado de vidro, cuspir pro alto e outras tantas expressões que fazem parte do nosso dia a dia.  

Quando a gente é criança, as pessoas parecem que respeitam nossa inocência. Nos poupam de atos desagradáveis e estórias inacreditáveis. Quando a gente cresce, a gente fica sabendo dessas inacreditáveis estórias e acha que elas não vão se repetir. Ate porque quando uma pessoa é pega no flagra e perdoada, a tendência é que ela esmoreça e que pense em seus atos.  Mas a vida tem me provado que não é assim. Geralmente quando a gente perdoa, não perdoa só uma vez.

Um exemplo disso que estou falando é o caso do Bruno, goleiro do Flamengo. Não estou julgando ninguém e pegarei a vertente da versão dela para cair no exemplo do que estou escrevendo. Há tempos que essa menina que até agora está desaparecida, ronda a vida do cara. Engravidou supostamente dele, deu queixa que ele a manteve em cárcare privado, ele está dificultando o máximo que pode o reconhecimento de paternidade de uma criança que tem o nome dele, mas, pelas notícias que sairam até agora, versões de amigas dela (não esqueçamos que os amigos dele também podem ter versões e caberá a polícia investigar), dizem que ela foi a Minas para se encontrar com o Bruno. 

Então, o cara está prejudicando~a, dificulta reconhecimento de paternidade, mete um revolver na cabeça dela (pelo que ela contou a policia quando foi mantida, em cárcere privado por ele), mas quando ele a chama para acertar algumas coisas em Minas, quando ele podia acertar aonde ela estava, ela vai e pronto, tudo estará resolvido.

Não sei o que aconteceu, torço para que essa menina seja encontrada porque penso na criança que está envolvida que ficará orfã. Mas quantas vezes na nossa vida cometemos o erro dessa menina? 

Quantas vezes estamos envolvidos em situações ou com pessoas que outras dizem que não vale a pena, que a gente sabe de estórias que fazem essas pessoas não merecerem o nosso carinho, a nossa atenção mas ainda sim a gente está dando sempre a segunda, terceira chance. Quantas vezes a gente acha que as pessoas vão mudar, que dessa vez a intenção pode ser boa quando na verdade quem está no brejo, no brejo ficará porque não tem e não quer referência para sair dele.  Será que o brejo desta menina não foi ficar perto do Bruno, enquanto poderia buscar coisa melhor?

Fiz essa viagem usando um exemplo que está sendo falando a cada esquina que é o caso do capitão do meu time, o Flamengo. É uma coisa que me deixou bem abismada, mas que me fez pensar em muitas coisas. Dentre as coisas na qual pensei vejo o quanto uma lição que aprendi com a minha avó materna, de repente quando eu era a criança que tinha estórias inacreditáveis rolando ao meu redor e que nem sonhava que existiam, é de não sair do meu nível pra nada. E nem por ninguém. E o meu nível é determinado por quem eu escuto, por quem eu me aconselho, por quem eu admiro e por quem me envolvo. E esse nível também é determinado pela ojeriza que eu tenho de briga.

A determinação do nível das pessoas que estão ao nosso redor trás para a nossa vida a tranquilidade que merecemos. E trás, por que não, o doce sabor de coisas boas da vida. Que não são recheadas com brigas e muito menos com estórias mal explicadas.


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