O salto da estratosfera

Por | 23:40






O paraquedista Felix Baumgartner saltou de um cápsula presa a um balão a 38,6 quilômetros de altura nesta tarde (14). A queda livre durou quatro minutos e 20 segundos. Depois disso, ele abriu o paraquedas e pousou em segurança no Centro Aéreo de Roswell, nos Estados Unidos. O salto marcado a primeira queda livre supersônica e sem veículo motorizado da história. Os recordes ainda precisam ser endossados pela Federation Aeronautique Internationale (FAI).

A missão foi considerada de alto risco pois, há pouco oxigênio para respirar na estratosfera, as temperaturas são extremas e a pressão atmosférica é igual a apenas1% da encontrada no nível do mar. Entre os riscos envolvidos no salto estavam a possibilidade de o sangue de Baumgartmer ferver, seus pulmões inflarem e os vasos do cérebro estourarem.

Qualquer contato com a cápsula durante a sua saída poderia ter rasgado a roupa especial e exposto o paraquedista à falta de oxigênio e temperaturas na faixa de – 57°C. Isto poderia provocar a formação de bolhas letais no seu sangue.

Em condições normais, na atmosfera terrestre a velocidade do som é de 1.234 km/h, enquanto na estratosfera se pode alcançar com 1.110 km/h, pela menor resistência do ar, segundo a missão que coordenou o salto. De acordo com os cálculos do centro de controle da missão, o paraquedista quebrou a barreira do som nos primeiros 40 primeiros segundos de queda livre, quando atingiu 1.173 km/h.

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