Por que duas pessoas nascem grudadas?

Por | 11:06



Quando não é possível fazer a cirurgia de separação, os siameses precisam aprender a viver unidos Foto: Abby and Brittany: Joined for Life / Reprodução 

O nascimento de gêmeos que dividem partes do corpo, como coração e o cérebro, ainda desafia a medicina. A estimativa dos especialistas é que a cada 100 mil nascimentos, um seja de bebês que dividem partes do corpo, como o coração e o cérebro. Boa parte morre antes de completar 1 ano de idade. Os poucos que sobrevivem e não podem passar por uma cirurgia de separação, precisam aprender a conviver com as limitações de estar "grudado" a outra pessoa.

Existem dois tipos de gestação gemelar, como a medicina chama a formação embrionária de gêmeos. O mais comum, que responde por cerca de 2/3 dos casos, surge da fertilização independente de dois óvulos diferentes. Nesse caso, é impossível os bebês nascerem unidos, malformação que caracteriza os gêmeos coligados (nome científico do que popularmente se batizou de "siameses"). Isso só acontece quando um único óvulo é duplamente fecundado.

Anomalia embrionária

Trata-se de um fenômeno raro, que ocorre somente entre gêmeos univitelinos, que se originam de um único óvulo fertilizado e compartilham a mesma placenta. Isso acontece quando o embrião se divide só após o 13o dia de gestação (o normal é até o 3o dia), o que pode fazer com que os fetos fiquem grudados por diversas partes do corpo. Os chamados xipófagos, com ligação pelo peito, são os mais comuns. Os médicos ainda não descobriram a causa dessa anomalia e por que resulta na união dos fetos.



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