A origem de alguns dos palavrões mais usados no Brasil

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Os palavrões são expressões utilizadas, geralmente, para demonstrar emoções como raiva, caracterizar interjeições bem humoradas ou podem até mesmo ter o intuito ofender alguém. Eles fazem parte do cotidiano de milhares de pessoas e estão presentes em diversas culturas. Apesar disso, suas origens são pouco conhecidas pelo grande público e se revelam mais inocentes do que muita gente pode imaginar. Pensando nisso, o portal Muito Interessante resolveu explicar alguns dos termos do gênero mais utilizados.

A palavra "caralho", por exemplo, tem origem inofensiva e é bastante utilizada, atualmente, como sinônimo de pênis ou como interjeição para demonstrar espanto. O termo vem do latim characulu, diminutivo de kharax ou charax, palavra grega que significa "estaca" ou "pau" (pedaço de madeira). "Ele passou a ser usado para designar o membro do touro na Antiguidade", conta o jornalista Luiz Costa Pereira Junior, autor de Com a Língua de Fora – A Obscenidade por Trás de Palavras Insuspeitas e a História Inocente de Termos Cabeludos.

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Confira a origem de outras expressões: 

Porra

Termo empregado quando algo dá errado ou como sinônimo de esperma, designava uma arma de guerra medieval: era um bastão de madeira com ponta protuberante, cravejada de lanças de metal. O instrumento foi associado ao membro masculino e, com o passar do tempo, ao sêmen.

Piroca

Em português antigo, piroca quer dizer careca, cabeça sem cabelo, como diz no poema de Eires d'Amaral: "Era um velho piroca de todo, com a cabeça absolutamente lisa e desornada". Exatamente por essa característica o pênis passou a ser chamado, bem no fim da Idade Média, de piroca.

Boceta

O termo usado como sinônimo de vagina tem origem no latim buxis, "caixa de buxo" – buxo, por sua vez, é uma árvore. "As gregas e romanas tinham preferência por essa madeira para suas pequenas caixas em que guardavam objetos de valor". Logo, com a evolução da língua, elas foram chamadas de bocetas. Há registros do termo associado ao órgão feminino em poemas portugueses do século 18. A associação se deve ao fato de ele ser o lugar em que está o "tesouro" da mulher.

Puta

Puta é como chamamos vulgarmente as garotas de programa, prostitutas, ou algo parecido. O termo é, na realidade, o nome dado à deusa menor da agricultura na mitologia romana que presidia a poda das árvores. De acordo com uma versão, a etimologia do seu nome viria do latim, e seu significado literal seria "poda". Os festivais em honra a esta deusa celebravam a poda das árvores e, durante estes dias, as suas sacerdotisas manifestavam-se exercendo um bacanal sagrado (durante o qual se prostituíam) honrando a deusa, o que explicaria o significado corrente do termo "puta" em muitos dos países de fala latina. Daí se originam os derivados, como Puta que o Pariu e Filho da Puta.

Fuck (Foder)
A palavra pode ter sido simplesmente originada do dialetal norueguês FUKKA, que quer dizer "copular", ou do Sueco FOCKA, "copular, empurrar" ou do Latim FUTUERE, "manter relações sexuais". Há também outra teoria interessante: antigamente, na Inglaterra, não se podia fazer sexo sem a permissão do Rei (a não ser que se tratasse de um membro da família real). Quando queriam fazer amor, o casal tinha que pedir para o monarca, que lhes entregava uma placa, que deviam colocar na frente da porta de sua casa enquanto tivessem relações. A placa dizia "Fornification Under Consent of the King", que quer dizer "Fornicação Com a Permissão do Rei", o que originou a sigla F. U. C. K.


Consegue-se entender bem o porquê da a palavra "cú" ser conhecida como um sinônimo de ânus depois de descoberto seu real significado. A parte oposta da ponta da agulha, aquela que tem um buraco para se passar a linha, ela sim é o real sinônimo de cú.

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