Dieta da proteína traz emagrecimento rápido, mas com contraindicações

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Carne vermelha e queijo amarelo são a base da dieta da proteína 

Criticada por médicos e nutricionistas, a dieta da proteína é a saída que muitas mulheres encontram para perder peso rápido — até sete quilos em menos de um mês. Ela consiste em cortar os carboidratos (pão, massas e arroz, por exemplo) do cardápio diário, onde só são permitidos carne vermelha, queijo, ovos e frango.

O que ocorre no organismo é que, com menos carboidratos, o índice de açúcar no sangue se reduz, o que derruba em 80% a produção de insulina pelo pâncreas. Para compensar a baixa, o mesmo órgão libera o hormônio glucagon, de efeito contrário ao da insulina. Com mais glucagon, a gordura acumulada no corpo é quebrada e transformada em açúcar. Esse mecanismo gera perda rápida e notável de peso, em média, de sete quilos em até um mês.

O efeito colateral disso é que diminui a absorção de cálcio, aumentando os riscos de osteoporose, e altera o PH do sangue (porque muda o funcionamento das células), além de aumentar o acúmulo de gordura no fígado.

Pães estão proibidos na dieta da proteína

A nutricionista Patrícia Davidson teme ainda pelo baixo conteúdo de fibra e antioxidantes para quem só pode comer proteínas:

— Há outras versões de dietas da proteína, em que há faixas de liberação de carboidrato. Mas se o paciente se descuidar e ingerir mais carboidrato do que deve, a o ciclo metabólico se quebra e o peso volta ao normal rapidamente.

Dieta Dukan

Uma dessas versões foi adotada pela princesa Kate Middleton, antes mesmo do casamento com o príncipe William. É a dieta Dukan, criada pelo nutricionista francês Pierre Dukan há dez anos, e que virou febre na Inglaterra. É uma versão moderna — e mais complicada — da dieta da proteína e promete a perda de até quatro quilos por semana.

O programa é dividido em quatro fases.

1ª fase:

Só pode ingerir alimentos proteicos (carnes magras, frutos do mar, frango sem pele e iogurte, por exemplo). Não é permitido usar manteiga ou azeite ou complementar a refeição com vegetais. Além disso, é preciso beber muita água — pelo menos três litros ao dia — para eliminar toxinas.

2ª fase:

Depois de dez dias, legumes e verduras são inseridos na alimentação (segunda fase), com restrições como milho, arroz, ervilhas e batata.

3ª fase:

Atingida a meta desejada, começa a terceira etapa, que consiste em manter o peso, repetindo o cardápio da fase anterior, com direito a uma fruta por dia e duas refeições livres por semana.

4ª fase:

A quarta etapa é a de manutenção. Nela, nada é proibido, desde que se use o bom senso.

Efeitos colaterais:

Pode causar mau hálito, boca seca e prisão de ventre. A longo prazo, pode sobrecarregar os rins, aumentar o nível do colesterol e o risco de gota. Em algumas pessoas, pode causar enjoos, fadiga e dores de cabeça.




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