Saiba mais sobre Impotência Sexual

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Impotência sexual é um assunto sobre o qual muitos homens evitam falar, mas atinge, em algum grau, 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos. Entre a faixa dos 40 anos, 30% não conseguem ter relações por falta de ereção. Mas o problema tem tratamento, que pode variar de terapia a prótese peniana, passando por remédio oral e injeção.

A maioria dos homens, em algum momento de suas vidas, já experimentou episódios de disfunção erétil, geralmente decorrentes de cansaço, stress ou abuso de álcool. Falhas ocasionais não devem ser supervalorizadas. Porém, se o problema persistir, um urologista deve ser procurado.

Tipos de Disfunção Erétil

:: Disfunção Erétil Primária
Quando o homem nunca fora capaz de conseguir uma ereção. Representa aproximadamente 10% dos casos.

:: Disfunção Erétil Secundária
Quando o homem obteve ereções no passado, porém não pode tê-las atualmente. Este é tipo mais comum.

:: Disfunção Erétil Situacional
Quando só consegue ereções em determinadas situações ou com determinadas pessoas. Por exemplo, consegue ereções adequadas extra-matrimonialmente, porém não consegue com sua parceira habitual, ou vice-versa. Um dos casos mais habituais ocorre quando da primeira relação com uma nova pessoa.

:: Disfunção Erétil Total
Quando a falta de ereção é completa.

:: Disfunção Erétil Parcial
Quando se produz certa ereção, porém não é suficiente para a realização do ato sexual.

Sintomas
* Dificuldade para atingir ou manter uma ereção em um a cada quatro encontros sexuais satisfatórios ou o problema continua por mais de um mês.
* Para conseguir a ereção você demora mais tempo do que de costume ou é mais difícil em determinadas posições.
* A ereção é menor ou há menos rigidez.
* Manter a ereção implica em fazer um esforço consciente.
* As ereções espontâneas de manhã são menos frequentes e com menor rigidez.
* Chega-se ao clímax em menos tempo ou com uma ereção incompleta.

Causas
As causas para disfunção erétil podem ser orgânicas, psicológicas ou mistas, sendo esta última a mais comum.

As causas orgânicas são aquelas que o médico identifica através de exame físico e/ou de laboratório ou quando detecta o uso de algum medicamento ou droga ilícita que prejudica a função sexual.

Algumas doenças como hipertensão arterial sistêmica, diabetes e aumento do colesterol são causas comuns de disfunção erétil de origem orgânica. Essas doenças levam, a longo prazo e quando não tratadas, ao processo de "entupimento das artérias", conhecido como aterosclerose. Essa pode acometer as artérias do pênis e prejudicar a passagem de sangue necessária à ereção. Anti-hipertensivos, anti-depressivos e sedativos são medicamentos que geralmente podem provocar dificuldade de ereção. Tabagismo e uso excessivo de álcool também podem causar disfunção erétil.

As causas de origem psicológica são aquelas não identificáveis por meio de exames. Apesar dos mecanismos fisiológicos estarem em condições normais, a ereção encontra-se prejudicada.

A dificuldade de ereção, neste caso, ocorre geralmente por ansiedade em relação à atividade sexual, medo do fracasso, preocupações acerca do próprio desempenho sexual, depressão, dificuldades pessoais (por exemplo crise financeira, perdas, etc.).

As causas mistas são aquelas em que existe um componente orgânico identificável que por si só não levaria a uma dificuldade de ereção, mas que associado à ansiedade, ao perfeccionismo, à preocupação excessiva ou à depressão é suficiente para provocar esse problema.

Diagnóstico

Os objetivos da avaliação inicial do paciente são determinar a causa provável da disfunção erétil e identificar fatores orgânicos ou psicológicos associados que possam influenciar a conduta terapêutica.

A entrevista médica detalhada é o fator mais importante na avaliação do paciente com este problema. A anamnese deve identificar a duração, progressão e gravidade da DE, bem como fatores associados. Uma vez identificado um problema no desempenho sexual do paciente, o passo seguinte é diferenciá-la de outros problemas sexuais, tais como perda da libido e distúrbios ejaculatórios.

O exame físico visa avaliar a saúde do paciente, com particular atenção aos sistemas cardiovascular, neurológico e geniturinário, devido à sua contribuição na ereção. A avaliação neurológica deve incluir uma percepção do estado de ansiedade ou depressão do paciente. Já a avaliação genital é direcionada para detecção de anormalidades locais. Alguns exames laboratoriais são básicos para identificar distúrbios que podem resultar em DE.

Tratamento

O tratamento para impotência sexual masculina deve ser feito por um urologista e depende da causa do problema, sendo que pode ser usado:

  • Remédios: como Sildenafil, Cloridrato de vardenafila ou Tadalafila, que ajudam a aumentar o fluxo de sangue no pênis;
  • Reposição hormonal: remédios em forma de cápsulas, adesivos ou injeções, que aumentam os níveis de testosterona, facilitando a ereção;
  • Psicoterapia: sessões de terapia que ajudam o indivíduo a evitar sentimentos que afetam a ereção, como ansiedade, medo ou culpa;
  • Cirurgia: serve para colocar implantes e próteses penianas que ajudam na ereção do pênis.

Existem ainda cremes para impotência sexual masculina, como o Topiglan, que podem ser aplicados sobre o pênis e que, dependendo da causa da impotência sexual masculina, ajudam a manter a ereção.




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