Faltarão médicos para tratar bebês com microcefalia

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Um bebê com microcefalia ou lesões cerebrais necessita de acompanhamento desde o nascimento e as consultas com diferentes especialistas podem ser semanais. As famílias precisam de equipes multidisciplinares, que incluem neurologistas e fisiatras, além de fonoaudiólogas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais para garantir a saúde e reabilitação dos filhos. Entretanto, as entidades alertam que não há médicos para atender a todos, e, deste modo, os outros profissionais da rede de saúde ficarão sobrecarregados para atender esses pacientes.

Assim que um neném com microcefalia nasce, ele começa a ter consultas com um neurologista para analisar quais são as lesões cerebrais diagnosticadas e quais sentidos podem ser afetados. Ao mesmo tempo, a criança deve ser acompanhada por um fisiatra, médico responsável por compreender as incapacidades e tratar doenças que geram incapacidades físicas. Por via de regra, são eles que encaminham o paciente para fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e nutricionistas. Cada um desempenha um papel importante no delicado estado de pacientes com microcefalia.

Sem os médicos, uma parte desse tratamento ficará "faltando". E quem diz isso são os especialistas no tratamento de lesões neurológicas: para eles, não há dúvidas, faltarão médicos, e os cuidados das vítimas do surto de microcefalia associado à zika deverão ficar exclusivamente por conta de fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Os fisios e fonos são capazes de cuidar das crianças com microcefalia, mas essas duas especialidades abrangem apenas uma área do tratamento que os bebês com microcefalia precisam, deixando de fora uma visão geral das necessidades que as lesões cerebrais causam, função que normalmente é desempenhada por neurologistas e fisiatras.

As sociedades de terapia, no entanto, alertam que, apesar de existirem grande número de profissionais de apoio, eles são poucos na rede pública de atendimento.

A sociedade tem cerca de 1.500 participantes ativos. Segundo os dados da pesquisa Demografia Médica no Brasil 2015, existem 4.362 neurologistas no país, ou seja, um para atender 45,9 mil brasileiros.



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