Telemedicina faz setor de saúde economizar

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Em tempos de distanciamento social, a telemedicina, autorizada temporariamente no Brasil, deve economizar US$ 21 bilhões aos cofres do setor de saúde. O cálculo feito pela Juniper Research mostra que, somente este ano, o aumento desta economia será de US$ 11 bilhões, representando uma taxa de crescimento de mais de 80% nos próximos quatro anos.

O conceito de telemedicina envolve a prestação remota de serviços de saúde e inclui tecnologias como teleconsultas, monitoramento remoto de pacientes e chatbots. No Brasil, um complemento à Lei 13.989, de abril de 2020, que regulamentou o uso da telemedicina no Brasil durante a pandemia da covid-19, permite que o Conselho Federal de Medicina (CFM), regulamente o procedimento após o período de crise causada pelo novo coronavírus.

A pesquisa identificou as teleconsultas, serviço que permite que pacientes e médicos interajam remotamente, como um serviço fundamental que possibilitará essa economia significativa. No entanto, alertou que a economia seria restrita aos países desenvolvidos, onde o acesso aos dispositivos necessários e à conectividade com a internet prevalecem. Como resultado, previu que mais de 80% da economia será atribuída à América do Norte e Europa até 2025.

O novo relatório, Telemedicina: Tecnologias Emergentes, Prontidão Regional e Previsões de Mercado 2021 2025, estimou que mais de 280 milhões de teleconsultas foram realizadas em 2019. No entanto, esse número aumentou para 348 milhões em 2020, devido à pandemia COVID-19. O estudo antecipa que as atividades de desenvolvedores de serviços de saúde terceirizados serão cruciais para acelerar a implantação de serviços emergentes de telemedicina e aumentar a aceitação entre os provedores de saúde.

Mas será preciso investir significativamente na integração de serviços de telemedicina, e previsão que é a exigência de proteção de dados, como a HIPAA (Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde) nos EUA, desencoraje a adoção entre provedores de saúde menores. Para promover uma adoção mais ampla, o relatório recomenda que os órgãos reguladores de saúde continuem a desregulamentar os serviços de telemedicina para minimizar quaisquer barreiras remanescentes.

O autor da pesquisa, Adam Wears, destaca: "Qualquer desregulamentação deve garantir que a confidencialidade do paciente não seja prejudicada. Além disso, recomendamos que os serviços de teleconsulta inovadores e emergentes sejam integrados às tecnologias de saúde existentes, como registros eletrônicos de saúde, para maximizar seus benefícios aos provedores do serviço.


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